Inventora cria sistema “SIRM” para unificar informações de pacientes

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A rede disponibilizaria os dados para as redes públicas e privada, bem como para empresas, laboratórios, etc.

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Problemas de comunicação no setor de saúde podem ir muito além de uma receita com a típica “letra de médico”. Falhas comuns à troca de equipes de plantão ou desconhecimento do histórico do paciente por equipes de emergência podem comprometer o diagnóstico e o tratamento.  Sensibilizada por essa situação, a bacharel em tecnologia da informação Lídia de Oliveira Vieira, afiliadas à Associação Nacional dos Inventores (ANI), criou o “SIRM“, sistema que visa reunir as informações médicas dos pacientes em uma rede comum a médicos, dentistas, hospitais, planos de saúde e até órgãos como a Previdência Social.

SIRM” é a sigla para “sistema integrado de requisições médicas”. O sistema irá reunir de forma otimizada todas as requisições e descrições médicas realizadas em consultas como pedido de medicação, realização de exames, disponibilização de relatórios e dados para as partes interessadas (empresas privadas ou órgãos públicos) sem a necessidade de impressão.

“Um cidadão sofre uma ocorrência médica e é chamado o serviço de atendimento de urgência/ emergência. Os profissionais terão mais assertividade e menor risco de falhas ao acessar a base de informações clínicas do paciente, como alergias, dados básicos de anamnese e restrições. O SIRM veio para integrar as áreas interessadas com um modelo em que cada uma terá o seu módulo específico, respeitando as normas de segurança e confiabilidade”, explica Lídia.

A inspiração para o sistema, Lídia teve ao sentir na pele os dramas da burocracia dos sistemas público e particular de saúde, quando primeiro a sua mãe e depois o pai ficaram doentes em um curto período de tempo. “Minha mãe sofreu com problemas na dieta no hospital por falha na comunicação entre as equipes médicas. Já o meu pai também sofreu falhas no tratamento de um infarto agudo do miocárdio por falta de comunicação, que atrasaram em mais de uma semana a realização do cateterismo. Pensei em que em meio a uma era tão tecnológica, deveria haver alguma forma de mitigar essas falhas”, conta ela.

O público-alvo do “SIRM” são os pacientes, empresas e órgãos relacionados às áreas de saúde, farmacêutica, laboratorial, empresarial e de assistência social.

O “SIRM” já está registrado pela inventora e atualmente Lídia e busca investidores para produzir e comercializar o seu sistema.

Site: www.inventores.com.br

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