Hidrólise Fosfórica de Amidos

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Uma tecnologia inovadora, desenvolvida no Paraná para alterar as propriedades físicas e químicas do amido de mandioca, pode representar um salto na comercialização do produto e até em sua exportação. O processo, que reduz o custo em 20% em relação ao método tradicional (hidrólise clorídrica), acaba de ter publicado o pedido de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) em Hidrólise Fosfórica de Amidos. A publicação do pedido na revista oficial do Inpi garante a propriedade intelectual do processo ao pesquisador José Domingos Fontana, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Segundo ele, a alteração do amido permite a obtenção de misturas de grande aplicação comercial, como maltodextrinas, maltose e xaropes concentrados em glucose. Esses produtos são bastante utilizados na indústria alimentícia (especialmente em doces), na indústria farmacêutica para produção de antibióticos e remédios infantis, álcool, pigmentos corantes e produtos de beleza. Outro uso que pode ser ampliado com a chegada da nova tecnologia é no setor de rações. O amido pode ser transformado em caroteno oxigenado, composto utilizado nas rações de aves e peixes.

 

Fontana afirma que a tecnologia da hidrólise fosfórica, desenvolvida por ele, tem vantagens em relação à técnica de hidrólise ácida clorídrica, usada pelas indústrias do Paraná. “Tem custo mais barato porque pode dispensar o uso de determinadas resinas desalificadoras, e gera menos subprodutos degradados dos açúcares liberados”, diz. A tecnologia, que segundo o pesquisador já tem potenciais interessados, pode ampliar a participação do Brasil no mercado de derivados da mandioca, no qual o Paraná é o maior produtor. Do total de US$ 2 bilhões movimentados pelo Brasil no mercado internacional, 10% cabem aos produtores paranaenses.

“Mas o Brasil participa com apenas 0,25% do mercado de derivados da raiz”, salienta Fontana, que é pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa e pioneiro em Biotecnologia na UFPR. De acordo com ele, há um enorme campo de investigação científico-tecnológica a ser explorado. “O amido usado na indústria química e de alimentos, ao ser modificado pela tecnologia, agrega valor ao processo e pode trazer mais divisas para o país”, observa o pesquisador. Atualmente, afirma ele, a maior parte da produção de mandioca é destinada ao consumo “in natura” da raiz, na alimentação de animais e nas indústrias de transformação, que fabricam farinha, fécula, amidos modificados de mandioca e xarope de glucose.

 

Fonte:

http://zerbini.subsede.ufpr.br/~pgfarma/jdf.htm

http://www.nepi.adv.br/news/300102_pesquisa_melhora.htm

 

acesso em dezembro de 2002

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