Como a tecnologia e as marcas vão além do consumo e envolvem sociologia, psicologia, antropologia, economia e outras ciências sociais!

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Formação de tribos urbanas dão indícios do que as pessoas desejam na atualidade.


As inovações tecnológicas mudaram o cotidiano das pessoas e operam uma revolução no período em que vivemos, denominado por alguns sociólogos como a pós-modernidade. E na busca por uma melhor compreensão das mudanças que acontecem em nosso tempo, a Millward Brown do Brasil, empresa parceira do IBOPE, desenvolveu um estudo com base na sociologia e na antropologia aplicadas à realidade de mercado.

O objetivo foi identificar como o consumidor é afetado pelas novas tecnologias apontando assim caminhos para as marcas desenvolverem um relacionamento mais próximo e direto com seus públicos.

“Presenciamos o fim das grandes verdades. Nos últimos séculos, assistimos às crises da Igreja, do Estado e da Família. Agora com a proliferação das mídias digitais, temos a multiplicação de discursos e visões de mundo. Já que as novas mídias permitem a produção pessoal de conteúdo”, explica Lívia Bellato, analista de pesquisa de mercado e uma das autoras do estudo.

Segundo a especialista, o novo contexto tecnológico traz junto com as facilidades de comunicação, efemeridade, falta de referências e crise da identidade do indivíduo, que levam as pessoas à formação das tribos urbanas, grupos unidos somente pela interação e pelo prazer de “estar junto”.

No que diz respeito ao consumidor, esse movimento de procura pelo grupo aponta tendências como busca pela qualidade de vida, sociabilização, humanização, flexibilidade e volubilidade, além do culto à participação e à expressão.

Com base nessas premissas, o estudo dá dicas para as marcas desenvolverem uma nova abordagem com seus consumidores. “Para estreitar o vínculo com o consumidor as marcas devem ultrapassar os limites dos benefícios básicos e funcionais de seus produtos, devem promover a interatividade e construir um relacionamento significativo com o consumidor”, explica a analista.

A especialista aponta também algumas alternativas já encontradas pelas marcas para essa nova relação com o consumidor, como a aplicação do conceito de branding, exploração da sensorialidade na comunicação, geração de entretenimento, adaptação das marcas a valores locais e estimulação do protagonismo do consumidor.

Mas ainda há espaço para novas iniciativas. “As fanpages das redes sociais, por exemplo, são um grande desafio para as marcas. É preciso mais criatividade, dinamismo, compartilhamento de informação e, principalmente, mais estímulo à participação do usuário na concepção das páginas das marcas”, complementa.