“Biodiesel 3”

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A fábrica de fertilizantes Fertibom, no interior de São Paulo, resolveu diversificar e desenvolveu processos próprios para a produção de biodiesel de forma diferenciada. A empresa desenvolveu uma tecnologia única no mundo no preparo de matérias-primas para produção de biodiesel pela rota etílica, ou seja, usando álcool em lugar do metanol (derivado do petróleo). As pesquisas contaram com dois financiamentos da FINEP – um reembolsável de R$ 963 mil e um não reembolsável de R$ 370 mil. Entre 2001 e 2008, a FINEP apoiou 103 projetos ligados à área de biodiesel, em um total de R$ 127 milhões. Ainda não há muitas técnicas desenvolvidas no mundo para o uso do etanol no processo, por isso a Fertibom começou a desenvolver uma metodologia própria em 2003. Instalada no município de Catanduva, a empresa testou 20 oleaginosas diferentes para estudar qual seria a melhor matéria-prima.

 

Em parceria com a UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, os testes realizados de acordo com os padrões da Agência Nacional do Petróleo mostraram que todas são viáveis para a produção de biodiesel, sendo a mamona a única que, usada pura, não apresentou um bom desempenho. Baseada na experiência com a fabricação de fertilizantes, a Fertibom desenvolveu uma planta multifuncional capaz de produzir biodiesel com qualquer óleo, com capacidade para 42 milhões de litros/ano. A empresa vem usando seis matérias-primas diferentes atualmente: soja, sebo animal, amendoim, girassol, nabo forrageiro e algodão. Em 2007 e 2008, a produção privilegiou a soja, o amendoim e o sebo.

Tão novo que, por enquanto, o segredo industrial foi escolhido em lugar do depósito de patentes, enquanto mais inovações são implementadas. Nenhum equipamento foi comprado fora, todos foram desenvolvidos e produzidos pela própria Fertibom. “A planta industrial é muito eficiente, sendo emblemática no setor. Não existe nada parecido em nível mundial”, diz o professor Donato Aranda, pesquisador responsável pelo projeto na UFRJ. Fonte:

http://www.finep.gov.br/imprensa/revista/terceira_edicao/inovacao_em_pauta3_44a47.pdf

acesso em dezembro de 2008

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