“Asfalto de Xisto”

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Uma nova tecnologia para produzir asfalto a partir do xisto betominoso está sendo desenvolvida pela Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo) há seis meses. A alternativa de usar o xisto, rocha sedimentar encontrada em mares profundos, reduziria os custos de pavimentação em 20% a 40%, porque o material substituiria derivados de petróleo. O trabalho de pesquisa envolve também um estudo global de pavimentação de rodovias, através do qual é analisado o solo que receberá o preparado asfáltico de xisto.

O Paraná foi escolhido como primeiro local de testes, pois é o estado onde localiza-se a SIX, instalação da Petrobrás produtora de xisto betuminoso, que cedeu o material necessário para as pesquisas. O trabalho também teve apoio da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que entrou como parceira nas pesquisas, e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia), que entrou com verbas. Segundo Liedi Bariani, coordenadora do Laboratório de Tecnologia de Pavimentação da Poli, as amostras são recolhidas em campo e em seguida passam por testes de resistência para saber se o solo é adequado para receber a camada asfáltica e suportar o trânsito local. ‘A durabilidade do asfalto de xisto pode chegar a dez anos ou mais’, garante a pesquisadora.

Liedi vê com grande entusiasmo o asfalto de xisto. “Quando ele puder ser empregado em escala industrial, o Brasil terá muitas rodovias asfaltadas a um valor baixíssimo”, estima. O custos em transporte e vias pavimentadas diminuem em até 50%. Alguns estudos mostram que cerca de 90% das redes rodoviárias brasileiras não são asfaltadas, o que significa que mais de 1,6 milhão de quilômetros se encontram nessas condições. Em São Paulo, onde está situado 1/5 das mais importantes rodovias brasileiras, esse número não é diferente: apenas pouco mais de 10% são asfaltadas. Nos países europeus, a situação se contrasta com a nossa realidade. Lá, mais de 90% das vias são pavimentadas. 

Uma redução de custos trazida por essa inovação poderia ajudar a melhorar o estado das estradas brasileiras: alguns estudos mostram que cerca de 90% delas não são asfaltadas, o que significa quase 2 milhões de quilômetros nessas condições.

Fonte: 
http://www2.uol.com.br/sciam/ 
http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT331792-1717,00.html 
acesso em julho de 2002
http://www.usp.br/agen/bols/2002/rede987.htm 
acesso em outubro de 2002
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