5 brasileiros com inventos famosos e pouco reconhecimento

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Dentre eles, a criadora do orelhão, o criador do martelinho de ouro e até o padre paraibano que inventou a primeira máquina de escrever no século XIX

Nélio José Nicolai – Bina

Créditos: Arquivo pessoal Nélio José Nicolai
Créditos: Arquivo pessoal
Nélio José Nicolai

O inventor criou mais de 40 patentes, sendo a maioria relacionada à telefonia.

O famoso identificador de chamadas telefônicas “Bina” é uma delas. O aparelho foi idealizado em 1977 durante um sonho de Nicolai, que pretendia resolver os problemas dos trotes anônimos.

Na época, ele trabalhava na companhia telefônica estatal em Brasília. E, apesar da invenção, o criativo foi despedido em 1984 e nunca mais arrumou emprego. Nicolai entrou em uma batalha pelos royalties da patente em 1997, quando as operadoras de telefonia celular chegaram ao mercado mundial usando um serviço semelhante ao seu invento.

Ele nunca frequentou a universidade, possuindo apenas o ensino técnico em eletrônica. Curiosidade: Nicolai era filho de um dos fundadores do Cruzeiro (MG) e foi jogador de futebol até os 21 anos.

Chu Ming Silveira – Orelhão

Créditos: Arquivo pessoal Chu Ming Silveira
Créditos: Arquivo pessoal
Chu Ming Silveira

Encontrados por todo o Brasil – e exportados para Colômbia, Paraguai e Peru, além de Angola e China – os orelhões foram inventados pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira, que foi até homenageada pelo Google neste ano, com um doodle para lembrar de sua obra.

Os orelhões surgiram como uma solução de design e acústica para proteger os telefones públicos e os usuários de condições climáticas adversas, além de ter um melhor custo-benefício em relação às versões americana e inglesa.

A chinesa se formou em arquitetura pelo Mackenzie em 1964, e dois anos mais tarde passou a trabalhar para a antiga Companhia Telefônica Brasileira, onde criou os projetos “orelhinha”, “concha” e “orelhão”.

Pedro Souza Santana – Martelinho de ouro

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Créditos: Reprodução
Pedro Souza Santana

Todo motorista deve conhecer a popular técnica responsável por desamassar a lataria dos carros, mas poucos conhecem o inventor do “martelinho de ouro”. O experiente funileiro Pedro Souza Santana registrou o nome graças a um apelido dado por um cliente, que se impressionou com o método, mais rápido e mais barato do que a funilaria tradicional.

Ele começou sua carreira na Volkswagen, de São Bernardo do Campo, onde dava brilho aos veículos. Com o tempo, desenvolveu uma técnica que eliminava pequenos amassados durante a fabricação, sem prejudicar a pintura. Além do bom e velho martelinho, o operário usava alavancas feitas de chifres de boi, cipós, galhos e até tacos de sinuca para desamassar partes curvilíneas, como a de um capô.

Francisco João de Azevedo – Máquina de escrever

Francisco João de Azevedo – Máquina de escrever - inventor
Créditos: Divulgação
Máquina de escrever inventada por Francisco João de Azevedo

Oficialmente, os pioneiros são americanos, mas o padre paraibano Francisco João de Azevedo havia criado um processo para mecanizar a escrita no século XIX: a “machina tachigraphica”.

Parecida com o piano, a máquina inventada pelo sacerdote tinha 16 teclas, que, combinadas, davam origem às demais letras e grafias, e um pedal servia para mudar de linha. O equipamento foi apresentado ao público pela primeira vez em 1861, 13 anos antes da Remington, considerada a primeira máquina de escrever.

Manuel Dias de Abreu – Abreugrafia

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Créditos: Arquivo Nacional de Medicina
Manuel Dias de Abreu

O médico e cientista Manuel Dias de Abreu recebeu pelo menos cinco indicações para o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia, mas nunca foi laureado. Após concluir o doutorado na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1914, se mudou para França, onde se tornou diretor do laboratório de Radiologia da Santa Casa de Paris, e começou a pesquisar as fotografias de pulmões.

Em 1921, publica uma obra inovadora sobre a interpretação radiológica das lesões pulmonares e, no ano seguinte, retorna ao Brasil para assumir a chefia do Departamento de Raio X da Inspetoria de Profilaxia da Tuberculose, no Rio de Janeiro.

Em 1935, com o aprimoramento da fotografia, desenvolve um método rápido e barato para fazer chapas dos pulmões dos pacientes, facilitando o diagnóstico de tuberculose e de câncer de pulmão – foi a invenção da abreugrafia, que recebeu esse nome em homenagem ao cientista. No ano seguinte, foi reconhecido pela Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro e, em seguida, em todo o mundo.

Fonte: ascoisasmaiscriativasdomundo.catracalivre.com.br

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