5 BRASILEIROS COM INVENTOS FAMOSOS E POUCO RECONHECIMENTO

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Dentre eles, a criadora do orelhão, o criador do martelinho de ouro e até o padre paraibano que inventou a primeira máquina de escrever no século XIX.

Nélio José Nicolai – Bina

O inventor criou mais de 40 patentes, sendo a maioria relacionada à telefonia. O famoso identificador de chamadas telefônicas “Bina” é uma delas. O aparelho foi idealizado em 1977 durante um sonho de Nicolai, que pretendia resolver os problemas dos trotes anônimos.

Chu Ming Silveira – Orelhão

Encontrados por todo o Brasil – e exportados para Colômbia, Paraguai e Peru, além de Angola e China – os orelhões foram inventados pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira, que foi até homenageada pelo Google neste ano, com um doodle para lembrar de sua obra.

Os orelhões surgiram como uma solução de design e acústica para proteger os telefones públicos e os usuários de condições climáticas adversas, além de ter um melhor custo-benefício em relação às versões americana e inglesa.

Pedro Souza Santana – Martelinho de ouro

Todo motorista deve conhecer a popular técnica responsável por desamassar a lataria dos carros, mas poucos conhecem o inventor do “martelinho de ouro”. O experiente funileiro Pedro Souza Santana registrou o nome graças a um apelido dado por um cliente, que se impressionou com o método, mais rápido e mais barato do que a funilaria tradicional.

Francisco João de Azevedo – Máquina de escrever

Oficialmente, os pioneiros são americanos, mas o padre paraibano Francisco João de Azevedo havia criado um processo para mecanizar a escrita no século XIX: a “machina tachigraphica”.

Parecida com o piano, a máquina inventada pelo sacerdote tinha 16 teclas, que, combinadas, davam origem às demais letras e grafias, e um pedal servia para mudar de linha. O equipamento foi apresentado ao público pela primeira vez em 1861, 13 anos antes da Remington, considerada a primeira máquina de escrever.

Manuel Dias de Abreu – Abreugrafia

O médico e cientista Manuel Dias de Abreu recebeu pelo menos cinco indicações para o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia, mas nunca foi laureado. Após concluir o doutorado na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1914, se mudou para França, onde se tornou diretor do laboratório de Radiologia da Santa Casa de Paris, e começou a pesquisar as fotografias de pulmões.

Em 1921, publica uma obra inovadora sobre a interpretação radiológica das lesões pulmonares e, no ano seguinte, retorna ao Brasil para assumir a chefia do Departamento de Raio X da Inspetoria de Profilaxia da Tuberculose, no Rio de Janeiro.

Em 1935, com o aprimoramento da fotografia, desenvolve um método rápido e barato para fazer chapas dos pulmões dos pacientes, facilitando o diagnóstico de tuberculose e de câncer de pulmão – foi a invenção da abreugrafia, que recebeu esse nome em homenagem ao cientista. No ano seguinte, foi reconhecido pela Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro e, em seguida, em todo o mundo.

Sobre a ANI – A Associação Nacional dos Inventores foi criada com o intuito de divulgar as invenções brasileiras, a fim de encontrar parceiros para colocá-las no mercado. Os inventores recebem todo o apoio comercial e jurídico na hora de registrar suas invenções e, também, na hora de negociá-las com possíveis empresas e investidores.

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